De lo Real a lo Simbólico: La Sublimación Musical como acto de creación frente al Vacío Estructural del Sujeto.
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18372272Resumen
Este artículo buscó analizar la relación entre la música y el psicoanálisis, enfatizando la sublimación como medio de elaboración subjetiva y acceso a contenidos inconscientes. Se partió del supuesto de que la musicalidad precede al lenguaje verbal y participa en la constitución psíquica desde las primeras experiencias del sujeto, especialmente a través de la voz materna, cuyos elementos de melodía, ritmo y afecto introducen al bebé en el campo simbólico del Otro. Metodológicamente, se realizó una revisión de la literatura psicoanalítica clásica y contemporánea, basada en autores que abordan la sublimación, la pulsión, el arte y la música, buscando articular estos conceptos con la experiencia estética y la constitución del sujeto. Los resultados indican que la música opera como mediadora entre el cuerpo, el afecto y el significante, favoreciendo la simbolización de contenidos inconscientes que escapan a la significación directa. Se observó que la musicalidad inicial de la voz materna organiza el campo simbólico y sustenta la emergencia del sujeto hablante, mientras que la música, como experiencia estética, toca dimensiones de lo real, evocando huellas traumáticas y facilitando su elaboración. La sublimación ha demostrado ser un elemento central para comprender la creación musical, ya que permite redirigir la energía instintiva hacia producciones simbólicas socialmente valoradas. Se concluye que la música, entendida como objeto instintivo y lenguaje simbólico, constituye un poderoso recurso para el procesamiento psíquico, transformando el sufrimiento, el vacío o el trauma en creación, ampliando así las posibilidades de intervención y reflexión en el ámbito de la salud mental..
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